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No ranking dos dividendos, a Petrobras (PETR4) ficou fora do pódio; veja a recomendação de bancos e corretoras para as ações da petroleira

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A Petrobras (PETR4) caiu para a 4ª e 5ª posição do ranking. Agora a pergunta que fica é: será que ela pode cair ainda mais? (Imagem: REUTERS/Paulo Whitaker)

 

A Petrobras (PETR4) perdeu o “título” de grande pagadora de dividendos. É o que mostra um levantamento realizado pela Quantum Finance, empresa especializada em pesquisas para o mercado financeiro.  

No quesito dividend yield, a petroleira estatal foi desbancada por uma empresa quase 120 vezes menor em valor de mercado. 

A pesquisa analisou a distribuição de dividendos no período entre 27 de fevereiro de 2023 e 29 de fevereiro deste ano e constatou que a small cap Mahle Metal Leve (LEVE3) ficou com o primeiro lugar. 

Nos 12 meses analisados, a fabricante de autopeças registrou um dividend yield de 26,19%, o equivalente a R$ 5,54 por ação. 

Enquanto isso, a Petrobras pagou dividendos de 18,13% aos portadores de ações preferenciais (PETR4) e 17,58% para os papéis ordinários (PETR3), no mesmo período. 

Assim, a estatal caiu para a quarta e quinta posições do ranking, atrás também da Auren (AURE3) e da Grendene (GRND3). 

A pesquisa veio justamente em um momento em que os dividendos da Petrobras se tornaram um assunto delicado para o mercado. 

Recentemente, a companhia comunicou a decisão de não pagar dividendos extraordinários, o que gerou um grande alvoroço nos mercados e fez os papéis da estatal despencarem mais de 10% em um dia.

Além disso, falas do presidente Lula e do CEO da companhia trouxeram de volta o “fantasma” da interferência política. 

Por isso, grandes bancos, como o Bradesco BBI e o Santander, já começaram a reduzir as expectativas de preço-alvo para as ações da Petrobras.

Entretanto, não há consenso entre os agentes do mercado. Algumas instituições continuam recomendando a compra da estatal.

Veja a seguir o que está acontecendo com a Petrobras (PETR4) e o que pode colocar os dividendos da estatal em risco.

 

Eles avisaram: vamos ‘pisar no freio’ dos dividendos

As últimas semanas foram bastante agitadas para os investidores da Petrobras. Logo no início de março, a estatal divulgou os resultados do 4T23 e os números vieram bem abaixo das expectativas do mercado. 

No período, a companhia reportou um lucro líquido de R$ 31 bilhões, 28% menor que no 4T22. Mas esse não foi o principal motivo de descontentamento com a estatal. 

Acontece que, junto com o balanço do último trimestre de 2023, a companhia anunciou o pagamento de R$ 14,2 bilhões em dividendos. 

Esperava-se que a petroleira distribuísse também dividendos extraordinários de aproximadamente R$ 40 bilhões. 

Embora a notícia tenha deixado os investidores insatisfeitos, o CEO da Petrobras, Jean Paul Prates, já havia dado indícios de que essa redução na distribuição de lucros aos acionistas poderia acontecer. 

No final de fevereiro, Prates deu declarações de que a companhia seria mais cautelosa na distribuição dos proventos. 

Contudo, esse “aviso” não impediu a Petrobras de perder R$ 55,3 bilhões em valor de mercado em um único dia. 

Declarações de Lula ‘ressuscitam’ fantasmas do passado

Além de toda a questão com os dividendos extraordinários, as falas do presidente trouxeram de volta alguns fantasmas do passado, justamente quando o mercado parecia ter superado a aversão ao risco do “Lula 3” na condução da Petrobras (PETR4), 

Após o resultado do 4T23 e o anúncio da distribuição de dividendos ordinários, o presidente Lula chamou a reação dos investidores de “choradeira do mercado”, em entrevista ao SBT. 

O chefe do executivo ainda voltou a defender que os lucros da companhia sejam aplicados em investimentos e que a estatal deve ser utilizada em benefício do povo. 

Esses discursos do presidente costumam sugerir maior risco de interferência política na condução da Petrobras e, por isso, não são bem recebidos pelos mercados. 

Acontece que ainda estão vivas na memória dos investidores as consequências das intervenções de gestões passadas dos governos petistas. 

Durante o mandato da então presidente Dilma Rousseff, por exemplo, a estatal foi obrigada a abrir mão da sua receita para manter o preço dos combustíveis abaixo das cotações internacionais. 

O resultado foi uma diminuição na geração de caixa que acabou levando as finanças da companhia ao colapso e a uma dívida bilionária. 

Não é possível afirmar que o mesmo vai se repetir no Lula 3. Contudo, já no primeiro ano do governo, o lucro anual da Petrobras caiu 33%. 

Além disso, em 2023, a companhia distribuiu US$ 10 bilhões a menos em dividendos, segundo relatório da Janus Henderson. 

Diante desse cenário muitos investidores se perguntam: 

É hora de desistir da Petrobras (PETR4)?

Apesar de todos os últimos eventos envolvendo a estatal, a Petrobras (PETR4) continua sendo uma das maiores empresas da Bolsa brasileira. 

Para se ter uma ideia, em 2023, as ações da companhia valorizaram 100%. Talvez por isso nem mesmo os grandes bancos, gestores e analistas tenham uma opinião única sobre o que fazer com o ativo. 

Assim, para tomar uma decisão a respeito da estatal, o melhor a se fazer é conhecer tudo o que está em jogo para a Petrobras (PETR4) neste momento e a visão dos bancos. 

Pensando nisso, o Money Times preparou um Guia Exclusivo da Petrobras. A equipe do portal investigou a fundo todos os dados e notícias sobre a companhia e compilou em um material gratuito. 

Nele você vai poder encontrar todas as informações que precisa para decidir se vale investir na Petrobras (PETR4) agora ou não. 

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