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Como é decidida a taxa Selic e como ela afeta seu bolso? Banco Central responde

SÃO PAULO - Com a queda contínua da inflação e a recuperação da economia, o Banco Central deve cortar - pela 12ª vez consecutiva - a taxa básica de juros de 6,75% aa para 6,50% aa nesta quarta-feira (21) e isso afeta diretamente a vida dos brasileiros. Na prática, as famílias terão juros mais baixos em empréstimos e financiamentos e as empresas terão custos menores para investir e, teoricamente, podem gerar mais empregos.

Mas como o Banco Central chega a um "número mágico" com capacidade tão grande de influir no dia a dia dos brasileiros? O próprio Banco Central montou um tira-dúvidas para explicar diversas características da Selic, desde como é decidida até seus efeitos na economia. Veja:

Como é decidida a taxa de juros?

A evolução da taxa básica de juros, a Selic, é decidida em reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), formado pela diretoria do Banco Central. São oito encontros por ano, um a cada 45 dias.

A reunião ocorre em duas etapas. Na primeira parte, na terça-feira, é feita uma análise de mercado e de conjuntura. Durante a manhã e a tarde, técnicos do Banco Central apresentam análises da economia brasileira e internacional para os diretores.

Na quarta-feira, ocorre a segunda etapa da reunião. Essa parte do encontro, no entanto, conta somente com a presença dos diretores e do presidente do Banco Central.

Para que serve a taxa de juros?

Por ser usada como referência para todas as operações entre os bancos, a Selic influencia toda a economia brasileira. Quando ela sobe, o acesso ao crédito pela população fica mais difícil, resultando em diminuição do consumo. Se a taxa cai, ocorre o processo inverso.

Por que ela é usada para controlar a inflação?

Como a taxa Selic tem influência sobre o consumo, ela constitui a principal ferramenta do Banco Central para controlar os preços e a inflação.

No que ela afeta a atividade econômica?

Como o aumento da taxa Selic eleva a atratividade das aplicações em títulos da dívida pública, a tendência é que os investidores coloquem recursos em empréstimos para o governo federal, uma vez que o retorno passa a ser mais alto. Quando ocorre o inverso, os investimentos no setor produtivo passam a ser mais viáveis, o que beneficia a economia durante períodos de economia fraca.

Por que é importante controlar a inflação?

Diante do histórico do Brasil com a hiperinflação, o respeito ao controle dos preços é um compromisso de que o governo brasileiro atuará para evitar um cenário de inflação alta, que corrói salários, aumenta a desigualdade e afeta a estabilidade econômica. Dessa forma, ao respeitar o centro da meta de inflação, atualmente em 4,5%, o governo busca dar mais segurança às famílias, às empresas e aos investidores de que está comprometido com a estabilidade e com os rumos da economia.

O que tem acontecido nos últimos meses?

Com mais otimismo diante da mudança de rumos da política econômica, as expectativas com a inflação melhoraram e os preços vêm caindo. A atividade econômica ainda está em processo de retomada, o que contribui para o que o Banco Central tenha espaço para realizar cortes na taxa Selic.

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